sábado, 24 de dezembro de 2011

A TRANSIÇÃO DO MUNDO MEDIEVAL PARA O MODERNO NO PENSAMENTO DE MARTINHO LUTERO

Lutero jovem, por Lucas Cranach 



Trabalho de Iniciação Científica apresentado no V Encontro de Iniciação Científica da Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO) em Descalvado (SP) em 11 de agosto de 2011 e no 11º Congresso Nacional de Iniciação Científica (CONIC) em Santos, logrando ser premiado em ambos os eventos.


Aluno: Edson Douglas de Oliveira (UNICASTELO) curso História

Orientador: professora Mestra Sandra Regina Colucci



Explicação



Nos meses de agosto e novembro de 2011 meu trabalho sobre A Transição do Mundo Medieval para o Moderno no Pensamento de Martinho Lutero foi apresentado em dois eventos de Iniciação Científica, o V Encontro de Iniciação Científica da UNICASTELO, campus Descalvado, onde obteve o segundo lugar entre os trabalhos premiados, e no 11º Congresso Nacional de Iniciação Científica realizado na Universidade Santa Cecília (Unisanta) na cidade de Santos (SP). Tanto pela pré-seleção quanto a sua premiação entre 127 trabalhos na área de Ciências Humanas e Sociais quero agradecer primeiro a Deus, que me honrou com essa oportunidade e ainda mais por essa imerecida vitória, e ao auxílio sempre prestativo e construtivo da professora Sandra Regina Colucci, do colegiado de História da Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO), e às professoras Maria Candelária Volponi, coordenadora do curso, e Simone Aparecida Jorge, do colegiado de Serviço Social, que me ajudaram em conseguir o transporte para que pudesse apresentar esse trabalho no CONIC. A todos os meus sinceros agradecimentos.



Resumo



Este trabalho pretende Identificar os aspectos em que é possível estabelecer a ruptura com o mundo medieval na obra do reformador alemão Martinho Lutero (1483 – 1546) e, do mesmo modo, aonde tal transição não acontece, de maneira que seja possível compreender o evento da Reforma, do ponto de vista da História das Mentalidades, como sendo mais do que um mero movimento de contestação da Igreja estabelecida, mas que lança as bases da formação do homem moderno.



Introdução



O pensamento de Lutero é ainda, em sua maior parte, tratado sob viés de um movimento de ruptura dos estamentos eclesiais do Catolicismo Medieval, seguindo-se do seu protesto, outros personagens (Zwínglio, Calvino, os anabatistas) que moldaram suas interpretações da fé e visão de mundo de forma completamente distinta do reformador alemão, embora, em todos os casos, haurida da mesma fonte, isto é, da própria Bíblia. Nosso propósito é compreender a Reforma, na perspectiva de Lutero e dos seus escritos, como um movimento que aponta tendências e significados para o mundo moderno em formação, embora nele também se verifiquem permanências que ainda apontam para o Medievo e que podem ser descritas como decorrentes de sua própria formação teológica, como também de sua visão de mundo que, embora sempre dialogando com o passado idealizado de longa duração (a Igreja Cristã do primeiro século) também assimilará elementos da igreja medieval, numa significativa permanência de vários dos seus símbolos e discursos na liturgia, expectativas existenciais e nos motivos religiosos.


Objetivos



Inicialmente Analisar a concepção de Lutero acerca do homem e sua relação com a fé e o Livre Arbítrio e de que modo sua identificação da fé como um evento individual no âmbito das vivências e angústias do ser humano, influenciou, ou ao menos aponta, para o individualismo da sociedade moderna.

Em segundo lugar Compreender o significado da Palavra revelada (Bíblia) em Lutero e o modo como a recuperação da Bíblia representa uma ruptura radical com a mentalidade do mundo medieval, quer do ponto de vista litúrgico, quer na redefinição do significado da tradição na Igreja e na sociedade (e da própria organização da sociedade), bem como as permanências que ainda vinculam a pregação de Lutero às tradições do medievo.

Por fim, buscar uma nova compreensão da Reforma não somente como um projeto de reorganização da Igreja, mas, também, de reorganização da própria sociedade, ainda que sem romper com suas estruturas básicas e suas dinâmicas institucionais, tomando por base seus textos sobre economia, política e educação.



Metodologia



Serão trabalhados nessa pesquisa os escritos confessionais de Lutero que se encontram disponibilizados em português, e quando necessário comparado com outros escritos confessionais da Reforma (no caso, As Institutas de Calvino e outros textos confessionais da teologia reformada). Obviamente não podemos olvidar o fato de que esse material representa pouco mais de 10% da edição clássica de Weimar (na qual a edição brasileira se baseia) nem o caráter fragmentário das obras de Lutero que tornam a pesquisa das fontes ainda mais ingente (ainda que, por outro lado, também mais fascinante) diferentemente do que ocorre em Calvino e Tomás de Aquino.

Também pretendemos trazer para o debate tanto a bibliografia historiográfica que debate o legado histórico da Reforma, situada ou não nas tradições eclesiásticas, como também aqueles especialistas que, no âmbito da Teologia, tem contribuído de forma mais significativa para um melhor conhecimento da obra e idéias de Lutero, configurando-se assim a natureza interdisciplinar desse projeto que, entende não ser possível uma compreensão precisa do reformador ignorando as discussões que se dão em sua obra, no âmbito das ciências teológicas. Cabe ainda lembrar que o pensamento político haurido da própria Bíblia durante o período da Reforma irá merecer estudos aprofundados de pesquisadores como Christopher Hill [1] e Quentin Skinner, fato que também justifica a necessidades de pesquisas que aprofundem o conceito de sociedade e estado que se aufere da leitura da teologia bíblica dos escritos dos reformadores.



Questões de ênfase



Retrato de Lutero da época em que ainda pertencia à Ordem dos Agostinianos Eremitas

O momento em que se dá a Reforma, com amplo resgate de valores, significados, conceitos e fundamentos de uma ordem social e cultural perdida, mas que molda as bases da civilização e que, a partir da Baixa Idade Média será amplamente resgatado num movimento convergente que na História da Igreja se chamará Reforma e na História das Artes de Renascimento, é o paradigma desse novo tempo, marcado por tensões de toda espécie, políticas, econômicas e ainda decorrentes de fatores externos outros como pestes e guerras, que aceleram a desagregação do mundo medieval, a partir do momento em que são fomentados os elementos da sua destruição e que no caso da Igreja, já que é a base de nossa pesquisa, resultam no fortalecimento da noção do individuo e da fé individual, vivificada na teologia dos nominalistas de Guilherme de Occam (1285 – 1347) e no misticismo dos séculos XIV e XV. Ora, nesses dois movimentos – para ficarmos apenas numa introdução básica – o individuo é contemplado como centro gravitacional da fé e da ekklesia. Como escreve Paul Tillich em relação ao nominalismo,



Os gregos achavam que o mundo começava com a negação das coisas individuais; os medievais subordinavam os indivíduos ao coletivo. Não se tratava, pois, de mero jogo vencido por um certo tempo pelos nominalistas. Ao contrário, representava certa mudança de atitude perante a realidade na sociedade (...) assim que os nominalistas tiveram êxito, a Idade Média se dissolveu [2].



Ainda de acordo com Tillich, as concepções universais que representam o modus operandi do pensamento medieval e do qual a Igreja é o seu elemento mais expressivo, no nominalismo passam apenas a indicar semelhança de seres, mas semelhança de forma alguma pressupõe igualmente ou unidade. Pedro e Paulo são duas pessoas do gênero masculino, mas não representam a totalidade de significação do conceito de Homem, mas sim, realidades distintas de um mesmo gênero que os aproxima, mas não os iguala por inteiro [3]. Esse reconhecimento da individualidade, mais o exame criterioso que os nominalistas faziam da Bíblia tanto para apoiar suas idéias como para, principalmente, criticar o domínio onipotente do papado medieval, serão filtradas na teologia de Lutero que joga no individuo a responsabilidade pela sua fé, ainda que permaneça ele intrinsecamente – e institucionalmente, pela preservação do batismo infantil – ligado à Igreja.

No misticismo da Baixa Idade Média, vamos encontrar, especialmente a partir do século XIV, um esforço compenetrado e decido em favor de uma união mística entre o homem e Deus que chegue ao ponto de arrebatar a alma para além de si mesma, como dizia o reitor Jean Gérson, da Universidade de Páris, no século XV. De acordo com Timothy George e outros autores, a partir desse período vamos encontrar duas tradições místicas andando juntas: uma que é chamada de misticismo voluntarista que acentua a conformidade e, por conseguinte a unidade mística do crente com Deus. É a essa concepção mística que se liga Boaventura e Thomás de Kempis, considerado o autor da Imitação de Cristo (século XV). A segunda corrente, chamada de misticismo ontológico caminhava no sentido oposto, enfatizando a desconexão entre o homem e a alma humana [4]. O mestre Eckhart (1260? – 1327) é o principal expoente desse segundo movimento que deságua em Johannes Tauler que por sua vez influenciará diretamente Lutero [5]. Oral, tal como Eckhart, Lutero afirma a completa dependência do homem quanto a Deus e do qual se afasta por conta do pecado (e, no caso de Lutero, também pela jactância de sua autosuficiência, evidenciada pelo Livre-Arbítrio). Em saindo de si mesmo, o homem toma em si Cristo [6], diz Eckhart em sua pregação comentando Romanos 13.14. Para Lutero, no comentário às teses escritas para o Debate sobre a Teologia Escolástica (1517), a vontade é cativa e serva do pecado, não por nada ser, mas por não ser livre senão para o mal [7]. O ser humano está totalmente sujeito ao arbítrio de Deus e, naturalmente, eximido da sua própria vontade [8]. Daí para afirmações como tornando-se ímpio, perverso e corrupto em todas as suas práticas, ele perdeu todos os dons excelentes, que tinha recebido de Deus. Nada lhe sobrou destes dons, senão pequenos traços, que são suficientes para deixar o homem sem desculpa (...). Por isso, rejeitamos todo o ensino contrário, sobre o livre arbítrio do homem, porque o homem somente é escravo do pecado e "não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada" (João 3:27) (Confissão Belga, 1561, artigo 14), ou ainda o homem, pela sua queda no estado de pecado, perdeu completamente toda a habilidade de querer qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação (Confissão de Westmister, 1647, capítulo IX. 3) será apenas uma questão de tempo, na qual, independentemente da tradição confessional, a antropologia negativista de Lutero será atenuada, tal como fizeram os pais gregos e latinos quanto ao monergismo da predestinação agostiniana (caso, por exemplo, dos anglicanos) ou acentuada radicalmente (caso dos calvinistas continentais e dos puritanos ingleses).


Iluminura de 1557 que retrata o debate entre Lutero e o cardeal Cajetan sobre as indulgências


De qualquer modo, dessa leitura se percebe que, se por um lado a Reforma converge com o Renascimento num movimento de volta às origens, como lembra Jacques Le Goff, embora, paradoxalmente esse retorno às origens não seja, como o Renascimento, um indício de modernidade [9], por outro, a antropologia luterana ou reformada de modo algum abre espaço para o homem, mesmo quando ela afirma que este seja dotado de qualidades que lhe são inerentes de Deus, porque sua natureza (e naturalmente suas ações e mesmo os dons que Deus deu ao homem) estará completamente desfigurada pelo pecado. Por conta disso, a ascese da renuncia de tudo o que é apetecível ao ego e aos sentidos é, sem dúvida, a melhor forma de fugir não somente do mundo, mas também do seu príncipe (João 12.31), logo, a Reforma apresenta uma contradição evidente: ela não é em si um movimento moderno, primeiro porque seu ponto de referência é o passado, e segundo, porque embora preconize uma fé individual, a natureza humana é imensamente corrupta para compreender a dimensão da vontade de Deus enfeixada na Escritura. Em toda a tradição da Reforma isso é evidente, porém ainda mais em Lutero tanto por ser o ponto de partida, como também pelo fato de estar muito próximo dos elementos teológicos e da mentalidade do mundo medieval do qual ainda é dependente. Quanto à significação de Moderno no contexto da Reforma, seja qual for a tradição, o sentido de modernidade desse evento, que como já vimos, não é, exceto em alguns aspectos como a educação, um projeto programático dos próprios reformadores, decorre na verdade dos seus estudiosos ou comentaristas, como Max Weber.



Resultados



Os escritos de Lutero revelam um homem situado numa zona de transição. Mais do que qualquer reformador dentre os principais, ele está tão próximo da Idade Média quando do mundo moderno. Enquanto Zwínglio, Ecolampádio e Melanchthon permanecem muito próximos da herança intelectual dos humanistas; enquanto os radicais (Müntzer e, até certo ponto, Karlstadt) tentam aprofundar a Reforma e enquanto Calvino, já tendo absorvido todo impacto do movimento reformador se encontra em condições de seguir sua própria via, Lutero se vê ainda preso ao mundo medieval embora releia a mensagem dessa mesma tradição procurando ali os elementos para uma ruptura que não se pretende completa, senão no que tange à purgar a Igreja dos males de sua época. Mesmo sua investida mais radical – a ruptura com a teologia escolástica e Aristóteles – parte de Agostinho, ponto de partida de vários dogmas medievais, inclusive o da deificação de Maria e uma fonte que mesmo na Idade Média tardia ainda continuará sendo consultado por teólogos das mais diversas escolas, inclusive escolásticos.

Quanto ao pensamento político ele é totalmente conformista. O príncipe representa a ira, a vara de Deus, é o representante da sua vontade no mundo [10]. E ainda apresenta um viés paternalista: assim, todos os que se chamam senhores estão em lugar dos pais, e cumpre que deles recebam poder e autoridade para governar. [11] Os príncipes são os pais da pátria, conforme a tradição romana, e é grande vergonha para o cristão não reconhecer a veracidade desse fato elementar. Os reformados, começando do próprio Calvino (Homílias sobre o primeiro livro de Samuel, escritas entre 1562/63 e publicadas em 1604) desenvolverão uma teoria a respeito do direito da resistência do “magistrado inferior” contra a tirania dos “magistrados superiores”, desde que ela venha declaradamente exacerbar a sua autoridade e violentar as leis de Deus que os colocara em seus respectivos estamentos.[12] Daí para o libelo Do Direito dos Magistrados, (1574) onde Teodoro de Beza pregaria o direito à resistência de qualquer cidadão contra quaisquer atos que signifiquem violação de sua consciência, até a resistência civil contra a tirania do príncipe, sob a alegação da defesa da religião verdadeira, e consubstanciada no século XVII na luta dos puritanos contra o rei da Inglaterra será apenas uma questão de tempo. Ora, nada é mais deplorável e hediondo para Lutero do que a luta contra a autoridade constituída, mesmo que em defesa da fé e da religião.


Após a sua condenação e a de seus escritos pela Dieta de Worms (1521), Lutero ficou sob a proteção do principe eleitor Frederico, da Saxônia que o "prendeu" em sua propriedade, o castelo de Warburgo. Abaixo, o castelo de Warburgo, perto de Eisenach onde Lutero ficou "preso" entre 1521/22.





Considerações finais




Numa definição geral, a Reforma é antítese ao Renascimento porque, partindo da mística medieval, ela não contempla o homem como a mais perfeita criação dos seres cogitados, mas exatamente o seu contrário, a mais demente, por sua natureza pecaminosa, e que só pode recuperar sua perfeição por meio de sua religação à vontade Deus e colocar-se em sua dependência. Lutero e Calvino rejeitam qualquer presunção de sublimidade e elevação, seja moral ou espiritual na natureza humana, mas sempre o seu contrário. E mesmo quando o homem tem alguma vontade mais excelente, é tão somente porque Deus lhe concede como dádiva. [13] Nesse sentido, a antropologia da Reforma é bastante negativa, embora, por outro lado, a descoberta do individuo, por meio da leitura luterana dos nominalistas exponha uma nova perspectiva das relações humanas, como já vimos com Paul Tillich. A Reforma se realiza na renuncia do individuo de si mesmo (Eckhart) e assim, sobretudo em Lutero, traz a lume as expectativas místicas mais significativas do misticismo da Baixa Idade Média, tiram desse indivíduo a relação com a comunidade e jogam-no para viver a sua fé dentro de uma realidade histórica em constante movimentação e conflitos. Embora do ponto de vista da modernidade Calvino seja certamente mais moderno que Lutero, é com o reformador alemão que se inicia essa convergência e Emil Brunner não está, portanto, em nada equivocado quando o considera o maior dos reformadores [14].


NOTAS: 


[1] A Bíblia e as Revoluções Inglesas no século XVII. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003.

[2] TILLICH Paul. História do Pensamento Cristão, p. 202.

[3] Ibidem, p. 203.

[4] GEORGE Timothy, ob cit, p. 46.

[5] LUTERO Martinho. Obras Secionadas I [Explicação do Debate sobre o valor das Indulgências, 1518, tese 15], p. 98. No debate sobre as 95 Teses o reformador se reconhecia na dependência teológica de Tauler: nele (...) encontrei mais teologia sólida e pura do que foi encontrado em todos os mestres escolásticos de todas as universidades ou que pode ser encontrado em suas sentenças, p. 98.

[6] Ibidem, Sermão 24.

[7] LUTERO Martinho. Obras Selecionadas I [Debate de Heidelberg, 1518, comentário à 12 Tese do Debate sobre a Teologia Escolástica], p. 46.

[8] Ibidem, ob cit, IV [Da Vontade Cativa, 1526], p. 85.

[9] LE Goff Jacques. História e Memória, p. 196.

[10] OS VI [Carta Aberta Acerca do Rigoroso Livrinho contra os Camponeses, 1525], p. 347.

[11] LIVRO DE CONCÓRDIA [Catecismo Maior, 1529], p. 417.

[12] Sobre o pensamento político de Calvino e dos teólogos reformados, ver SKINNER Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno, p. 465 – 512.

[13] OS IV [Da Vontade Cativa, 1526], p. 51.

[14] BRUNNER Emil. Dogmática III, 1, p. 117.



BIBLIOGRAFIA:

Fontes de consulta



CONCÓRDIA Livro de. 6.ed. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 2006.

LUTERO Martinho. Obras Selecionadas vol I. 2 ed. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura. 2004

– vol. II 2 ed. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 2000

– vol. III 2 ed. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 2007

– vol. IV. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 1993

– vol. V. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 1995

– vol. VI. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 1996

– vol. VII. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 2000

– vol. VIII. São Leopoldo, Comissão Interluterana de Literatura, 2003

– vol. X. São Leopoldo. Comissão Interluterana de Literatura, 2008.

 

Bibliografia básica



ALTHAUS Paul. A teologia de Martinho Lutero. Canoas, ULBRA, 2008.

BAYER Oswald. A Teologia de Martim Lutero. Uma atualização. São Leopoldo, Sinodal, 2007.

COMBY Jean. Para ler a História da Igreja. Das origens ao século XV. 3 ed. São Paulo, Loyola, 2001.

ELTON G R. A Europa Durante a Reforma (1517 – 1559). Lisboa, Editorial Presença, 1982.

GEORGE Timothy. Teologia dos Reformadores. São Paulo, Vida Nova, 1994.

JUNGHANS Helmar. Temas da Teologia de Lutero. São Leopoldo, Sinodal, 2001.

LEITH John H. A Tradição Reformada. São Paulo, Associação Literária e Evangélica Pendão Real, 1997.

LIENHARD Marc. Martim Lutero, tempo, vida e mensagem. São Leopoldo, Sinodal, 1998.

LINDBERG Carter. As Reformas na Europa. São Leopoldo, Sinodal, 2001.

STROHL Henri. O Pensamento da Reforma. 2 ed. São Paulo, ASTE, 2004.

WACHHOLZ Wilhelm. História e Teologia da Reforma. São Leopoldo, Sinodal, 2010.

 

Bibliografia usada neste artigo

 


BRUNNER Emil. Dogmática, III (tomo I). São Paulo, Fonte Editorial, 2010.



LE GOFF Jacques. História e Memória. Campinas, editora da UNICAMP, 2003.



TILLICH Paul. História do Pensamento Cristão. 4 ed. São Paulo, ASTE, 2007.


Edson Douglas de Oliveira
Licenciado em História

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